ISBN: 978-65-87084-80-0

Histórias Insólitas

R$59,90

Autora: May Sinclair
Tradução: Fernanda Miranda
Edição: Cartola Editora – Maio/2021
Dimensões: 14 x 21 cm
Páginas: 192
Formato: CAPA DURA

Em estoque

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Descrição

O livro Histórias Insólitas (Uncanny Stories), da escritora britânica May Sinclair, revela ao longo de sete contos extraordinários, fantásticos e misteriosos, permeados por uma aura sobrenatural e mística, as profundezas da alma humana, seus maiores medos, receios e desejos, dos mais mesquinhos aos mais puros, e nos faz questionar nossos valores, nossa visão de mundo, nossa ligação com o espiritual e, acima de tudo, o que nos espera após a morte. Com tradução de Fernanda Miranda, essa é a primeira publicação da obra no Brasil.

Confira os contos presentes no livro:

Onde seu fogo nunca se apaga ( Where their fire is not quenched)

Harriot Leigh tem um segredo – um pecado terrível que não se atreve a confessar nem na hora de sua morte. Ao atravessar para a vida após a morte, descobre que essa é mais parecida com a realidade do que poderia imaginar, e que, na imortalidade eterna e sem tempo, não há onde se esconder de seus pecados.

símbolo (The token)

Donald Dunbar tem muito apreço por seu peso de papel, um presente do grande George Meredith, o símbolo de seu vínculo com ele. Isso é, até ele se tornar a causa da morte de sua querida esposa, Cicely. O desaparecimento do Símbolo e a dúvida mantem o fantasma de Cicely preso a esse mundo e cabe a Helen, irmã de Donald, ser a ponte que a ajudará a atravessar.

A falha no cristal (The flaw in the crystal)

Agatha Verrall tem um dom, um Poder supremo que trabalha através dela para alcançar as pessoas e curar suas mentes e espíritos, contanto que ela se mantenha como um cristal puro e sem falhas. Quando os Powells alugam a casa de fazenda ao lado e a doença terrível de Howard Powell começa a se impor sobre ela, o controle de Agatha sobre o poder começa se quebrar, trazendo consequências terríveis.

A natureza da evidência ( The nature of the evidence)

Em sua lua de mel, Rosamund Marston havia dito ao marido que, caso ela morresse antes dele, ela permitiria que ele se casasse novamente, se, e somente se, fosse com a mulher certa. Pauline Silver não era a mulher certa, e agora Rosamund precisa fazer jus a sua promessa.

Se os mortos soubessem ( If the dead knew)

Wilfrid Hollyer é o organista da igreja na pequena vila de Wyck e apaixonado por Effie Carrol. Porém, sendo doente, sem um ofício, dinheiro ou terras, não poderia pedi-la em casamento, a não ser que sua querida mãe morresse e ele herdasse suas terras. Ele não queria que sua mãe morresse, claro que não, mas essa era a única chance de ele ser feliz. E, afinal, o que os mortos não sabiam, não poderia afetá-los. Ou poderia?

A Vítima ( The victim)

Steven Acroyd executara o crime perfeito, assassinara sem deixar vestígios o seu velho patrão, o Sr. Greathead, por tê-lo separado de sua noiva, Dorsy, e saíra impune por isso. Ou, pelo menos, era o que ele pensava, até começar a ver o fantasma do Sr. Greathead aparecendo pela propriedade.

A descoberta do absoluto ( The finding of the absolute)

Quais são os segredos da vida, da morte e do universo? James Spalding se fez essas perguntas e buscou a Verdade Absoluta até a hora de sua morte e, ao morrer, finalmente obteve suas respostas. Guiado pelos espíritos da ex-mulher, do poeta pelo qual ela o abandonara, e do grande filósofo Kant, ele descobre finalmente o que é o Absoluto.

Informação adicional

Peso 300 g
Dimensões 2 × 14 × 21 cm
Formatos e Edições

Capa comum, Capa Dura

Sobre a autora

May Sinclair foi uma novelista, poetisa, filósofa, tradutora e crítica inglesa, considerada uma das mais importantes escritoras de sua época. Entre seu nascimento em 1863 e sua morte em 1946, escreveu 23 novelas, 39 contos dois tratados filosóficos, uma biografia e várias coleções de poesias. Como crítica, promoveu o trabalho de Ezra Pound e dos poetas imagistas e da escritora Dorothy Richardson, entre outros. Ela também escreveu diversos ensaios de não-ficção sobre filosofia e sobre as questões sociais prementes em sua época, com as quais estava ativamente envolvida: o movimento sufragista e o feminismo, a psicanálise, o modernismo, o vorticismo, o imagismo e a primeira guerra mundial.

Seu primeiro romance, Audrey Craven (1897), conta a história de uma mulher sobrecarregada pelas forças da arte, da natureza, da religião e do amor, e incapaz de alcançar o próprio crescimento pessoal. Os temas presentes na obra ditam o tom de seus trabalhos futuros, que se voltam para o papel das mulheres na sociedade e para a exploração psicológica e moral de seus personagens. Ela examina de forma crítica o casamento e a imposição da vida familiar às mulheres, e foi uma das primeiras romancistas e incorporar as ideias de Freud em seu trabalho.

No seu círculo de amizades, constavam grandes autores modernistas como Thomas Hardy, H. G. Wells, Henry James, e John Galsworthy.

Sinclair também era fascinada pelas irmãs Brönte e escreveu inúmeros artigos de não-ficção sobre as irmãs e até mesmo um romance que incorporava detalhes da vida delas chamado The Three Sisters (As Três Irmãs). Desse interesse pelas irmãs Brönte, veio também seu crescente fascínio pelo sobrenatural, o macabro e a vida após a morte, que figuram amplamente em seus contos presentes na coleção Histórias Insólitas.

Em 1918, May Sinclair foi quem cunhou o termo “fluxo de pensamento”, agora amplamente usado na literatura, em sua crítica ao livro Pilgrimage (Peregrinação) de Dorothy Richardson. Ela própria foi chamada, pelas autoras do livro The Feminist Companion ( A Companhia Feminista), “uma grande escritora modernista, que enxergava a conexão entre a escrita experimental e sua própria ‘diferença’ como mulher”.

Sofrendo de mal de Parkinson, ela se isolou da vida pública em meados dos anos 20 e eventualmente veio a falecer em 1946, aos 83 anos.